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  • História
  • Tema XI

    A economia do café

    Um café é vendido antes de existir, a uma cotação que ninguém na cadeia produtiva controla. Esta prancha acompanha o comércio do café desde o pátio de mercado de Bayt al-Faqih descrito em 1712 até os mercados de hoje: os reis do café e seus corners, o nascimento das bolsas e seus pânicos, a valorização brasileira e os controles de guerra, as cotas do Acordo Internacional e seu rompimento, a crise de 2001, as tradings, as cooperativas e os torrefadores que concentram a cadeia, os incoterms que dizem quem paga o quê da fazenda ao armazém, o clima e a conformidade europeia. Os preços de hoje e a parte que cabe ao produtor não estão aqui: vivem nas tribunas, assinadas e datadas. Segundo La Roque (1716), Thurber (1881), Walsh (1894), Ukers (1922, cap. XXXIII, XXXIV e XXXV), o Coffee Guide do International Trade Centre (2021), os relatórios da OIC (2025-2026), o USDA e as regras Incoterms 2020 da Câmara de Comércio Internacional.

    Parede de sacos de juta empilhados em disposição alternada, cada um com a inscrição “Federación Nacional de Cafeteros” e dois filetes, vermelho e verde.
    Fileiras de sacas da Federação Nacional de Cafeicultores da ColômbiaDiego Abello Rico, Licença Pexels

    As 11 seções desta prancha

    Cada seção tem sua página. A primeira frase diz o que se encontra nela.

    1. 01Antes da bolsa: Moca, os corretores e o direito de não virO primeiro mercado de café de que se tem uma descrição precisa é o de Bayt al-Faqih, na planície iemenita, visitado pelos comerciantes franceses de Saint-Malo em 1712 e descrito por Jean de La Roque em 1716.
    2. 02O século dos reis: Arnold, o sindicato e o crash de 1880-1881O século XIX cabe em uma única série de preços: a do Rio “fair to prime” em Nova York, fornecida por Thurber e retomada por Walsh.
    3. 03A bolsa e seus pânicos: Nova York 1882, Le Havre, Hamburgo, LondresA Europa segue, praça por praça.
    4. 04A valorização brasileira e os controles de guerra, 1906-1944O mecanismo que vai governar todo o século XX do café nasce de uma safra farta demais.
    5. 05O Acordo Internacional do Café, 1962-1989, e seu rompimentoDepois da Segunda Guerra Mundial, o instrumento muda de escala: já não são um Estado e seus banqueiros, mas produtores e consumidores juntos.
    6. 06A crise de 2001Em 21 de agosto de 2002, o diretor executivo da Organização Internacional do Café, Néstor Osorio, apresenta-se na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável de Joanesburgo.
    7. 07As tradings, as cooperativas e as instituições de origemEntre quem exporta e quem torra, há um ofício de que o público nunca ouviu falar e sem o qual nada chegaria: o trading.
    8. 08Os incotermsUm contrato de café verde cabe muitas vezes em uma linha: uma quantidade, uma qualidade “segundo amostra”, um período de embarque, uma condição de pagamento, e três letras seguidas do nome de um porto.
    9. 09Os torrefadores industriaisNa outra ponta da cadeia, entre os que torram e vendem, a concentração é ainda mais forte do que no trading.
    10. 10O clima, o EUDR e o custo da conformidadeSobre o clima, os trabalhos dizem todos a mesma coisa quanto à direção, e raramente a mesma coisa quanto à amplitude.
    11. 11Pranchas de arquivoGravuras e fotografias da obra de William Ukers, All About Coffee (1922), que entrou em domínio público.
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