A água das máquinas
O que a água faz a uma máquina de espresso?
Inicie a cena ou escolha uma etapa. A animação simplifica o mecanismo; o texto que segue traz os detalhes e as referências disponíveis.
Uma máquina de espresso ou uma cafeteira com caldeira aquece a água continuamente, e concentra portanto o calcário. Já não é só o gosto que está em jogo, é o aparelho. Daí uma zona mais estreita, a da SCAE: alcalinidade 40 a 75 e dureza 50 a 175 ppm de CaCO₃.
Ler as etapas sem animação
- A caldeira concentra o calcárioUma máquina de espresso ou uma cafeteira com caldeira aquece a água continuamente, e concentra portanto o calcário. Já não é só o gosto que está em jogo, é o aparelho. Daí uma zona mais estreita, a da SCAE: alcalinidade 40 a 75 e dureza 50 a 175 ppm de CaCO₃.
- Entre calcário e corrosãoEssa zona se mantém entre dois perigos opostos. O acúmulo de calcário sobe com a dureza carbonatada, o que puxa os limites para baixo. A corrosão, o ataque ao metal da caldeira, ameaça as águas moles demais e pouco tamponadas, o que puxa os limites para cima.
- O abrandador salva a máquinaOs abrandadores de resina trocadora substituem o cálcio e o magnésio por sódio. A água deixa, portanto, de formar calcário, mas conserva toda a sua alcalinidade. E um excesso de sódio e de bicarbonato dá xícaras chatas e salgadas: a máquina é salva, o café não.
- O cartucho e seu bypassOs cartuchos de filtração profissionais procedem de outro modo, por troca iônica parcial ou por osmose com remineralização. Um bypass regulável, uma derivação, dosa a parte da água que realmente passa pelo tratamento. Nos dois casos, a regra de campo cabe numa frase: meça a alcalinidade de saída, e não o resíduo seco.
Para reter: Uma caldeira concentra o que a água lhe traz: dura demais, forma calcário, mole demais, corrói, e é a alcalinidade de saída que diz se o tratamento convém à máquina e ao café.
Ler o artigo completo e suas fontes ↓
Uma máquina de espresso ou uma cafeteira com caldeira aquece a água continuamente, e concentra portanto o calcário. Já não é só o gosto que está em jogo, é o aparelho.
Daí uma zona mais estreita, a da SCAE: alcalinidade 40 a 75 e dureza 50 a 175 ppm de CaCO₃. Ela se mantém entre dois perigos opostos. O acúmulo de calcário sobe com a dureza carbonatada, o que puxa os limites para baixo. A corrosão, por sua vez, ameaça as águas moles demais e pouco tamponadas, o que puxa os limites para cima.
Os abrandadores de resina trocadora substituem o cálcio e o magnésio por sódio. A água deixa, portanto, de formar calcário, mas conserva toda a sua alcalinidade. E um excesso de sódio e de bicarbonato dá xícaras chatas e salgadas: a máquina é salva, o café não.
Os cartuchos de filtração profissionais procedem de outro modo, por troca iônica parcial ou por osmose com remineralização. Um bypass regulável dosa a parte da água que realmente passa pelo tratamento.
Nos dois casos, a regra de campo cabe numa frase. Meça a alcalinidade de saída, e não o resíduo seco.
SCAE water chart; Colonna-Dashwood e Hendon 2015; Gagné 2021, p. 25-26 e 29-30Nesta pranchaAs 13 seções
- 01O que a água faz, e por quê
- 02Alcalinidade e dureza, e as palavras que enganam
- 03As unidades
- 04A norma, e as zonas que não coincidem
- 05Os sais, e a armadilha dos hidratos
- 06Obter água pura
- 07Fazer um concentrado
- 08As receitas publicadas
- 09A calculadora de perfis
- 10Medir a própria água
- 11A água das máquinas
- 12Antes da química: a água nos velhos tratados
- 13Hoje