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    Bolívia

    Ficha de país aprofundada: produção, variedades, classificação, história, situação atual e pontos ainda incertos. Região: América do Sul.

    América do Sul

    27Bolívia

    142.000 sacas (OIC 2009)

    Ficha de país aprofundada: produção, variedades, classificação, história, situação atual e pontos ainda incertos. Região: América do Sul.

    A Bolívia é um pequeno produtor, à sombra de seus grandes vizinhos brasileiro e peruano. O café foi incentivado ali pelo governo a partir dos anos 1950, em particular para substituir a coca. Os cafeicultores são oriundos de povos indígenas, quíchuas ou aimarás, que cultivam pequenas áreas.

    As práticas respeitam o meio ambiente, quase sem produtos fitossanitários. Reunidos em cooperativas, os produtores trabalham numa verdadeira busca de qualidade, apoiados por estruturas como a ACEB e a FECAFEB. Misturam-se de bom grado as variedades, o que dá cafés reputados como suaves e de grande finura.

    Características de produção
    Espécie botânica
    Exclusivamente arábica
    Variedades
    Typica, Criolla, Caturra, Catuai, Catimor
    Altitude
    500 a 1.600 m
    Sombreamento
    Árvores frutíferas (mamoeiro, bananeira) e siquile
    Colheita
    Manual e seletiva
    Processamento
    Via úmida (80 %) e via seca (20 %)
    Triagem
    Manual
    Período de colheita
    Março a outubro
    Acondicionamento
    Saca de 69 kg
    Classificação dos cafés

    A Bolívia adotou recentemente uma tabela de defeitos inspirada no modelo colombiano, com dois grupos de defeitos.

    GrupoDefeitos abrangidos
    Grupo 1 (primários)Defeitos que alteram a xícara: grão fedido, verde, preto
    Grupo 2 (secundários)Defeitos que afetam o aspecto do verde: grão esponjoso, brocados, quebrados, pau, pedra…

    Duas descrições conforme o número de defeitos: Bolívia “Primera Arabica” e Bolívia “Extra Arabica”. A altitude e a granulometria servem para refinar. Na prática, os cafés são muitas vezes vendidos sob as denominações “Excelso” e “Supremo” (conforme o tamanho e a homogeneidade dos grãos).

    História e hoje

    A história

    A Bolívia não aparece na tabela mundial das exportações de Ukers em 1922, enquanto o Equador e o Peru figuram nela: sua cafeicultura de exportação é mais tardia. A ficha indica um incentivo governamental a partir dos anos 1950, em particular para substituir a coca.

    Ukers 1922, cap. XXII, p. 289-291 (exportações dos países produtores), p. 290; Fichas de países, Marco De Sousa Rosa, 2026

    O país ficou à margem das grandes ondas de seleção varietal. Seu cafezal cabe em cinco nomes: Typica, Criolla, Caturra, Catuai e Catimor.

    Criolla não é uma variedade a mais: é o outro nome do Typica na América Latina.

    O restante é o fundo comum latino-americano, o que se encontra de um país a outro do continente. Nenhuma linhagem nacional saiu dele, e nada leva aqui um nome boliviano.

    Fichas de países, Marco De Sousa Rosa, 2026; World Coffee Research, Coffee Varieties Catalog 2025, ficha Typica

    Hoje

    O volume do alto da ficha, 142.000 sacas, é o da ficha (OIC 2009). O cultivo é feito entre 500 e 1.600 metros, com colheita manual seletiva, com 80 % de via úmida e 20 % de via seca. Os cafeicultores são oriundos de povos indígenas, quíchuas ou aimarás, em pequenas áreas, com práticas quase sem produtos fitossanitários.

    Fichas de países, Marco De Sousa Rosa, 2026

    Reunidos em cooperativas, os produtores trabalham numa busca de qualidade apoiada por estruturas como a ACEB e a FECAFEB. A mistura de variedades é comum, o que dá cafés reputados como suaves.

    Fichas de países, Marco De Sousa Rosa, 2026

    Zonas de sombra

    • O ano exato do programa governamental de substituição da coca não é estabelecido pelas fontes consultadas.
    • Nenhum volume de produção boliviano posterior a 2009 pôde ser documentado.
    • As datas de criação da ACEB e da FECAFEB não são documentadas no corpus.
    • A data de chegada da ferrugem à Bolívia não é dada pelas fontes disponíveis.
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